Carnaval 2025: escolas de samba do RJ avaliam mudanças nos desfiles

O regulamento dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval carioca trouxe novidades significativas para 2025. A principal dela foi a divisão das apresentações em três noites — e não mais em duas. Com isso, o número de desfiles por dia caiu de seis para quatro.
O objetivo, entre outras coisas, é deixar o evento menos cansativo para o público e permitir que todas as escolas desfilem no escuro, em igualdade de condições e podendo usufruir dos efeitos de iluminação da Sapucaí.

“Apoio incondicionalmente as três noites. Isso impulsiona nossa arte e cultura”, diz Mauro Amorim, diretor de Carnaval da Mocidade Independente de Padre Miguel. A opinião é compartilhada por Cícero Costa, diretor de Carnaval da Unidos de Padre Miguel, recém-chegada ao Grupo Especial. “A reestruturação beneficia o evento como um todo, trazendo equilíbrio e visibilidade.”

Os benefícios, dizem os dirigentes, é bom para o público e para os componentes. “O fracionamento em três dias torna o evento menos cansativo e mais democrático para o público e as escolas”, ressalta Fernando Costa, diretor de Carnaval da Unidos da Tijuca.

Novidades no cronômetro
Outra mudança foi no “esquenta”, momento em que as escolas animam a torcida e os componentes antes da sirene que marca o início oficial do desfile. Em vez de cinco minutos, agora serão dez. O tempo de avenida também aumentou. O limite máximo para fechar o portão da pista passou de 70 para 80 minutos. Foi incluído ainda uma quarta cabine de julgadores, ficando dois módulos de cada lado da Marquês de Sapucaí.

Campeão pela Viradouro em 2024, o carnavalesco Tarcísio Zanon destaca que o maior tempo de desfile exige atenção à qualidade das fantasias, para evitar problemas durante a evolução.