Na segunda-feira, 3 de março de 2025, a Marquês de Sapucaí foi palco do segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Quatro escolas de samba apresentaram enredos que exaltaram a ancestralidade africana, homenagens a figuras emblemáticas do carnaval e temas místicos, proporcionando uma noite de emoção e espetáculo para o público presente.
Unidos da Tijuca
Abrindo a noite, a Unidos da Tijuca trouxe para a avenida o enredo “Logun-Edé: O Santo Menino que Velho Respeita”, exaltando a figura do orixá que representa a dualidade entre a caça e a pesca, a terra e a água. A escola apresentou fantasias e alegorias que mesclavam elementos da natureza, com destaque para a comissão de frente que retratou a dualidade do orixá, encantando o público com coreografias sincronizadas e efeitos visuais impactantes.
Beija-Flor de Nilópolis
Em seguida, a Beija-Flor de Nilópolis emocionou a Sapucaí com uma homenagem a Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, figura icônica do carnaval carioca. O enredo “Laíla: O Gênio do Samba” celebrou a trajetória do carnavalesco que marcou época na escola. As alegorias grandiosas e as fantasias luxuosas retrataram momentos marcantes da carreira de Laíla, enquanto o samba-enredo, entoado com paixão pelos componentes, reverenciou seu legado.
Acadêmicos do Salgueiro
A terceira escola a desfilar, o Acadêmicos do Salgueiro, apresentou o enredo “Rituais de Proteção: A Fé que Nos Guia”, propondo um mergulho nos rituais de proteção utilizados por diferentes culturas ao longo do tempo, incluindo crenças africanas. Com uma paleta de cores vibrantes e elementos simbólicos, a escola destacou a importância da fé e da espiritualidade na proteção contra males. A bateria, conhecida como “Furiosa”, manteve o ritmo contagiante, enquanto os componentes exibiam fantasias detalhadas que representavam amuletos e símbolos de proteção.
Unidos de Vila Isabel
Encerrando a noite, a Unidos de Vila Isabel trouxe o enredo “Seres Fantásticos: Mitos e Lendas do Imaginário Popular”, explorando criaturas místicas e lendas que habitam o imaginário coletivo. A escola apresentou alegorias que retratavam seres como o Saci-Pererê, a Iara e o Curupira, mesclando elementos de diversas culturas. As fantasias, ricas em detalhes e criatividade, transportaram o público para um universo mágico, enquanto o samba-enredo envolvente contou histórias de mistério e encantamento.
A segunda noite de desfiles do Grupo Especial evidenciou a riqueza cultural e a diversidade temática do carnaval carioca, com escolas que souberam mesclar tradição, inovação e emoção em suas apresentações.