Luto: Mestre de harmonia Luis Carlos Kaká morre no Rio; ensaio da Unidos de Vila Isabel é adiado.

Imagem Jornal O dia

Luís Carlos Kaká, mestre de harmonia da Unidos de Vila Isabel, faleceu nesta quarta-feira (29) no Rio de Janeiro. A notícia foi confirmada pela escola de samba por meio de suas redes sociais, causando grande comoção entre os integrantes e amantes do Carnaval.

Em sinal de respeito e luto, a Vila Isabel anunciou o adiamento do ensaio de rua, que estava programado para esta quarta-feira, transferindo-o para domingo (2). Em nota oficial, a agremiação destacou a trajetória de Kaká, que dedicou décadas de sua vida à escola.

“Kaká ingressou na Vila Isabel em 1974 e, desde então, construiu uma história de amor e comprometimento com nossa comunidade. Em 2005, passou a integrar o Departamento de Harmonia e, a partir de 2015, assumiu com dedicação a missão de apresentar os casais de mestre-sala e porta-bandeira”, declarou a escola.

Ao longo dos anos, Kaká demonstrou sua paixão pelo Carnaval e pela função que desempenhava com excelência. Em uma de suas declarações, ele descreveu a emoção de ver o pavilhão girando na Avenida:

“Ser Vila Isabel é uma paixão que não se explica. Apresentar o casal de mestre-sala e porta-bandeira é muito amor. Quando você assume a função de harmonia, é preciso ter muita responsabilidade porque o diretor é o primeiro a chegar e o último a sair. Agora, apresentar o casal da escola que você ama e ver a bandeira sendo desfraldada na frente de um jurado é incomensurável. É uma coisa de louco ver seu pavilhão rodando. Me faz chorar, como já aconteceu em alguns carnavais. Só que eu não posso ficar chorando que nem um bobo. Aí eu passo a mão no olho, e vamos em frente!”

Amigos, colegas e familiares descreveram Kaká com palavras como “exemplo”, “gentil”, “carinhoso” e “boa energia”, ressaltando sua importância para a Vila Isabel e para o Carnaval carioca.

“Obrigada pelo carinho, Vila Isabel! Essa escola era a vida do meu tio”, escreveu sua sobrinha em uma mensagem emocionada.

A perda de Kaká deixa uma lacuna na escola e no coração dos sambistas, mas seu legado permanecerá vivo na história da Vila Isabel e do Carnaval do Rio de Janeiro.